O que é
A história começa com o Titanic. Ele afundou porque não tinha como enxergar o que havia em volta — e, logo depois, inventaram o sonar: um som que sai, bate no objeto e volta, e pela demora do eco se sabe a distância. Cientistas colocaram esse sonar sobre o tórax e descobriram que ele enxergava o coração: nasceu o ecocardiograma, o eco de abdome. Depois, a neurociência descobriu que, amplificando a força do som, dava para tratar tumores no cérebro sem atingir o cérebro em volta.
A estética pegou essa mesma ideia: um ultrassom concentrado num ponto, forte o bastante para aquecer uma camada escolhida por dentro, sem passar pela superfície. É o ultrassom microfocado. No Instituto, o aparelho é o Hipro.
O que ele faz
Ele atinge três camadas, conforme o que se quer: a derme, que é o couro vivo mais superficial, onde estão o sangue e o colágeno; a gordura; e a fáscia muscular — aquela pelezinha que fica em cima da carne, como a que cobre a costela bovina.
Para entender por que se trabalha isso, olhe para o animal. No bezerro, a carne é macia, a gordura é uma delícia, o couro é firme. No boi velho, a carne é dura, a pelezinha da costela virou um chiclete, a gordura virou muxiba. O mesmo processo acontece com a gente. O ultrassom microfocado age exatamente aí: a gordura fica menos muxiba — ou, se você quiser, diminui; a fáscia firma e “cola” de volta no rosto; a pele por dentro fica mais firme.
Para quem é
Levantar o olhar
Quando a queixa é o olhar pesado, sem sobra de pele que peça cirurgia.
Flacidez e contorno do rosto
A pele firma por dentro e o contorno se define.
Papada e bigode chinês
Redução da gordura localizada, quando é isso que se quer.
Pescoço e colo
Rejuvenescimento da pele que costuma envelhecer antes do rosto.
Abdome e braços
Flacidez do corpo, com protocolo próprio para cada região.
Ultrassom e laser de CO2
O ultrassom trabalha por dentro; o laser de CO2 trabalha a camada de fora. Um faz o serviço que o outro não faz. Rugas embaixo dos olhos, nas olheiras: CO2 com ultrassom. É por isso que, na avaliação, a gente pensa nos dois juntos — para fazer o refino do rosto.
Quem não deve fazer
Doença autoimune ativa, não tratada
Com a doença em atividade e sem tratamento, o ultrassom não é feito. Controlada, é caso para avaliação.
Placas e pinos no rosto
Quem passou por cirurgia ortognática e tem placas ou pinos na face não faz ultrassom microfocado nessa região.
Como é a sessão
Dura cerca de uma hora e meia, e a dor é mínima. Depois, a pele geralmente não tem nenhum problema — pode haver uma pequena vermelhidão, que passa.
Pode ser repetido a cada três meses, que é o tempo que a pele leva para cicatrizar por dentro. A recomendação do Dr. Lucas, porém, é a cada seis meses, ou uma vez por ano. A região e a profundidade que o aparelho vai trabalhar são definidas na avaliação, com você.
Dúvidas frequentes
Ele queima a pele por fora?
Não. O ultrassom microfocado atinge camadas escolhidas por dentro — derme, gordura ou a fáscia do músculo — sem passar pela superfície. É a mesma tecnologia que a medicina usa para tratar tumores no cérebro sem atingir o cérebro em volta.
Reduz gordura ou só firma?
Depende do que você quer. Dá para deixar a gordura mais jovem sem reduzir, ou reduzir gordura localizada — papada, contorno da face, bigode chinês. Isso é definido na avaliação.
Serve para o corpo?
Sim: abdome, braços, pescoço e colo têm protocolo próprio.
É melhor o ultrassom ou o laser de CO2?
Não é um ou outro. O ultrassom trabalha por dentro e o CO2 trabalha a camada de fora. Para rugas embaixo dos olhos, por exemplo, os dois juntos.
Tenho placas de cirurgia ortognática. Posso fazer?
Não na região das placas e pinos. Em outras regiões, é caso para avaliação.
Dói?
A dor é mínima.
Quanto tempo dura a sessão?
Cerca de uma hora e meia.
De quanto em quanto tempo posso fazer?
Pode ser repetido a cada três meses, que é o tempo que a pele leva para cicatrizar por dentro. A recomendação do Dr. Lucas é a cada seis meses, ou uma vez por ano.
Como fica a pele depois?
Geralmente sem nenhum problema. Pode haver uma pequena vermelhidão.

